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  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 12 de jul. de 2018
  • 2 min de leitura

Essa semana, o mundo parou na frente da TV para acompanhar a operação de salvamento, na Tailândia, dos 12 meninos e de seu treinador de futebol.

Gente de toda a parte do planeta quis ajudar, de alguma forma, a equipe dos "Javalis Selvagens", presa há 17 dias em uma caverna.

Nesse complexo e perigoso resgate, os mergulhadores foram os campeões.

Saman Gunan fez parte do grupo. Ex-mergulhador de elite da Marinha Tailandesa, e voluntário para participar da operação, morreu enquanto percorria o caminho de volta da caverna.  

Ele enfrentou túneis estreitos, sem visibilidade, cheios de pedras e desníveis. Uma trajetória difícil que sabia ser arriscada — ossos de seu ofício.  

O final feliz dos garotos foi garantido pela experiência e coragem de profissionais como ele.

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Na Marinha do Brasil, eles são integrantes do GRUMEC (Grupamento de Mergulhadores de Combate), uma unidade de operações especiais. 

São anos de rigoroso treinamento, enquanto os militares são submetidos a condições extremas, com provações físicas e psicológicas, em um ambiente de elevado estresse, até poderem ser considerados Mergulhadores de Combate — MEC. 

Não é para qualquer um. Muitos desistem e "pedem para sair".  

A pressão é constante, pois, como você acabou de ver, a vida real é mil vezes pior. 

Depois de concluída a dura preparação, o MEC estará capacitado a operar em retomadas de navios e plataformas de petróleo, em resgate de reféns, em apoio a operações de guerra anfíbia, em contraterrorismo, na detecção e desativação de engenhos explosivos, dentre outras inúmeras missões, em terra, no mar, nos rios, nas matas e até no ar.  

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Ser MEC é muito mais do que mergulhar, é superar limites. Daí o lema do GRUMEC ser "Fortuna Audaces Sequitur" — A sorte acompanha os audazes! 

Não é à toa que o Comandante Rodolfo Ruppel, personagem principal do meu livro, é Mergulhador de Combate. 

Só que na Tailândia não era ficção e eles foram heróis de verdade.

Saman Gunan, obrigada por sua audácia. Sorte dos meninos tailandeses!


 
 
  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 5 de jul. de 2018
  • 2 min de leitura

Embora pareçam conceitos antagônicos, o civil e o militar vivem mais integrados do que você imagina.

Falo dos servidores civis, que, atuando em Organizações Militares, fazem parte de um conjunto indissolúvel e contribuem para o cumprimento da missão constitucional das Forças Armadas.

Há registros históricos de ingresso de civis, no então Ministério da Guerra, desde 1790. Com a Guerra do Paraguai, entre 1865 e 1870, o efetivo cresceu, aumentando as atividades das fábricas e dos arsenais de guerra e, consequentemente, a necessidade de o Exército valer-se da mão de obra civil.

Na Aeronáutica, a integração dos servidores remonta à sua criação em 1941, quando cedidos pelos diversos órgãos federais, os civis passaram a integrar a Força logo nos primeiros anos.

Sem querer puxar brasa para a minha sardinha, a história mais bonita é do Mestre de Construção Naval Antônio da Silva. Com idade avançada, e em um estaleiro inacabado, aceitou o desafio de construir uma nova embarcação, dando início às atividades do atual Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro em 1763. Quatro anos depois, era entregue o primeiro navio brasileiro, a Nau “São Sebastião” ou "Nau Serpente", como era conhecida, em razão da escultura de dragão que levava em sua proa.

Não é à toa que ele é o Patrono dos Servidores Civis da Marinha, com direito a dar nome a prêmio e tudo.

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No contexto atual, o servidor civil é o responsável por manter a continuidade e a eficiência dos serviços, nas área de administração, saúde, magistério, ciência e tecnologia.

É nesse vasto leque de atuação que o civil consolidou a sua fundamental participação, nas tarefas realizadas pelas organizações militares, espalhadas por todo o país e no exterior. São soldados e marinheiros sem farda, mas, de coração, responsáveis, inclusive, por transmitir os valores das Forças Armadas para a sociedade.

Claro que diferenças existem. Tanto o civil como o militar possuem suas rotinas, horários, carreiras, enfim, regimes jurídicos próprios, mas nem por isso deixam de ter um convívio harmônico. Todos os homens e mulheres, civis e militares, atuam de forma relevante e dedicada, em prol dos interesses nacionais.

Viu? A parceria é um sucesso, pois o objetivo comum é trabalhar para o progresso da nação.



 
 
  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 28 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

Enquanto o Brasil comemorava a vitória do time de Neymar, Philippe Coutinho e cia., outros brasileiros voltavam para casa com a medalha de ouro no peito, conquistada no campeonato mundial de Vela Militar na Finlândia. A equipe, formada por militares da Marinha, disputou com 15 países e fez bonito na final com a Rússia, atual sede da Copa do Mundo de futebol. 

Eu sei que agora não há espaço para outro esporte, mas essa é uma vitória que merece ser exaltada.

Eles não ganham milhões e não vivem fora do país, ao contrário, são militares que integram o Programa Atletas de Alto Rendimento do Ministério da Defesa, aqueles que ficaram conhecidos por prestarem continência no pódio dos jogos Olímpicos do Rio de 2016.

São atletas que prestam serviço militar voluntário e temporário, durante oito anos, com salário garantido em valores iguais ao de qualquer militar da mesma patente. Há locais próprios para treinamento, assistência médica, odontológica, psicológica, fisioterápica e nutricional desses atletas.

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Por Ministério dos Esportes - CEFAN - Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (imagem da internet)

Para se ter uma ideia do sucesso do programa, 145 atletas classificados nas últimas Olimpíadas eram militares e conquistaram 13 das 19 medalhas obtidas pelo Brasil, números superiores aos dos jogos de 2012, em Londres.

Além de contribuir com atletas de alto nível, o Ministério da Defesa também concorre para o surgimento de jovens atletas. Com o Programa Forças no Esporte, em parceria com os Ministérios do Esporte e do Desenvolvimento Social e a Secretaria Nacional de Juventude, as Forças Armadas apoiam cerca de 23 mil crianças e adolescentes em todo o Brasil, de 6 a 18 anos, promovendo a inclusão social pelo esporte. O programa oferece iniciação esportiva, conscientização ambiental, aprendizagem musical nas unidades militares com bandas, alimentação saudável e até reforço escolar, priorizando jovens em situação de vulnerabilidade social. Aliás, o programa foi finalista do prêmio internacional Peace & Sport Award 2016 (Prêmio Paz e Desporto), em Mônaco, que recompensa instituições e indivíduos que tenham contribuído de modo significativo para a paz, o diálogo e a estabilidade social no mundo por meio do esporte.

Para você ver que treinar para a guerra também pode promover a paz.



 
 
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