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  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 21 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 22 de jun. de 2018

Muitos não sabem, mas a Marinha do Brasil e a Marinha Mercante não são a mesma coisa. A diferença básica é que a primeira (a “de guerra”) é composta por militares e a segunda, por civis, ainda sim Oficiais, sendo diretamente relacionada ao transporte de cargas, passageiros e apoio a plataformas de exploração de petróleo e gás. 

Até aí está fácil. 

No entanto, a formação dos Oficiais da Marinha Mercante é realizada em instituições de ensino superior militar, mantida e administrada pela Marinha do Brasil. São os Centros de Instrução: CIAGA e CIABA.   Parece confuso, mas tem lógica. Os Oficiais da Marinha Mercante farão parte da reserva naval (não remunerada) e podem ser convocados em caso de guerra, daí porque a necessidade de formação militar.

O mercado de trabalho da Marinha Mercante é constituído por empresas de navegação, tendo pela frente uma carreira que tem o seu ápice no posto de Capitão de Longo Curso, para os especializados em Náutica, e no de Oficial Superior de Máquinas. E ainda é possível se candidatar a uma das vagas oferecidas nos concursos da Marinha (a “de guerra”).

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Foto: Al. Roberta Castelo / Jornal Pelicano (imagem da internet)

Vida embarcada e de confinamento, rotina de trabalho exaustiva e afastamento de familiares por longos períodos marcam a trajetória da profissão e, talvez, por isso, as Escolas de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM) só passaram a permitir o ingresso de mulheres na segunda metade da década de 90. De chefes de máquinas a comandantes de petroleiros, desde 2000, quando se formaram as primeiras 9 mulheres, foi trilhado um caminho árduo, superados tabus, vencidos preconceitos e conquistadas posições.  É o caso de Hildelene, que foi a primeira mulher a se tornar Imediata, Comandante de um navio e Capitão de Longo Curso. Ela e a Imediata Vanessa Cunha fizeram história em 2013, quando, pela primeira vez, duas mulheres assumiram os postos mais altos da hierarquia de um mesmo navio da Marinha Mercante. Aliás, Vanessa foi promovida em 2017 e hoje comanda o navio Nara.

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E não é só isso. Muitas oficiais advindas da Marinha Mercante realizaram concurso para a Marinha e trouxeram suas experiências à Segurança do Tráfego Aquaviário, como foi o caso da Capitão-Tenente Vitória Régia, que atua na Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar; da Capitão-Tenente Tatiana Melo, no Tribunal Marítimo; da Capitão-Tenente Monique Falcão, no Comando do 5º Distrito Naval e da Capitão-Tenente Andrea Gonzales, no Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo.

Se você ainda acha que mulher na navegação traz mau agouro, você não sabe de nada!


 
 
  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 14 de jun. de 2018
  • 1 min de leitura

Recentemente, um naufrágio de duas embarcações na Baía de Sepetiba, no Rio, deixou 11 pessoas mortas. Uma tragédia. A Marinha, junto ao Corpo de Bombeiros, durante dias, realizou as buscas dos desaparecidos e todos foram encontrados.

Sim, a Marinha. Pois ela possui, além de seu papel principal como Força Armada, a atribuição subsidiária de Autoridade Marítima.

Tem que tomar conta de mais de 7 mil quilômetros de litoral. E não pense que as Águas Jurisdicionais Brasileiras (esse é o nome técnico) se resumem a isso. O Brasil possui uma rede hidrográfica formada por gigantescos rios (Amazonas, São Francisco, Tocantins, Araguaia, Paraguai, Parnaíba, Uruguai, Paraná, para citar alguns), reunindo as maiores bacias hidrográficas do mundo. Nem preciso dizer que a Bacia Amazônica é a maior do planeta.

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Por Mariordo - Rio Amazonas: Encontro das águas rio Solimões e rio Negro (imagem da internet)

Agora já imaginou controlar tudo isso? Fazer a salvaguarda da vida humana, a segurança da navegação, prevenir acidentes de poluição ambiental por parte de embarcações, plataformas ou suas instalações de apoio? A Autoridade Marítima é a responsável por tudo isso e exerce suas atividades, em especial, por meio de suas Capitanias, Delegacias e Agências, espalhadas pelo vasto território nacional. Também elabora regras sobre segurança das embarcações, da tripulação, dos passageiros, da carga, das rotas, dos portos, dentre inúmeras outras, fiscaliza, faz inspeções navais e apura infrações. É um grande desafio e, mesmo assim, acidentes acontecem, não dá para prever o imprevisível. Assim, para que ela possa exercer suas atividades de maneira eficiente, que tal colaborar? De nada adianta ignorarmos as condições climáticas para a navegação, conduzirmos uma lancha alcoolizados, superlotarmos uma embarcação ou não usarmos colete salva-vidas. Portanto, faça a sua parte.


 
 
  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 7 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 7 de jun. de 2018

Quantas vezes eu não ouvi dizer: os militares não deviam estar na fronteira?

Bem, antes de mais nada, um pouco de geografia para que você possa visualizar o que está em jogo.

O Brasil é o quinto maior país em extensão no mundo, ficando atrás da Rússia, do Canadá, da China e dos Estados Unidos. Ele é um pouco menor que a Europa inteira e faz fronteira, fluvial e terrestre, com nove países da América do Sul — Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname — e com o Departamento Ultramarino Francês da Guiana (é esse mesmo o nome da Guiana Francesa), numa extensão de quase 17 mil quilômetros. Só para se ter uma ideia, a fronteira entre o México e os Estados Unidos é de apenas 3 mil quilômetros e eles têm toda aquela dificuldade.

Deu para imaginar?

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Por Ministério da Defesa - Felipe Barra (imagem da internet)

As Forças Armadas têm um papel fundamental na defesa do território e na proteção da soberania e dos interesses nacionais contra ameaças externas. É um trabalho diário de investigação e inteligência, de vigilância e monitoramento, firmando presença em pontos estratégicos da fronteira.

Para reforçar essa presença e a capacidade de monitoramento e de ação na faixa de fronteira, o Brasil também investe em projetos tecnológicos, como o Sisfron – Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras.


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Por Ministério da Defesa - Felipe Barra (imagem da internet)

Acrescente-se a isso, o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras, criado no final de 2016, com o objetivo de fortalecimento da prevenção, do controle, da fiscalização e da repressão aos delitos transfronteiriços. São vários órgãos, junto às Forças Armadas, cada um dentro de sua respectiva competência constitucional, atuando de forma integrada e coordenada.

Enquanto o Trump tenta vedar sua “pequena” faixa de fronteira construindo um muro, nós seguimos lutando por aqui, também tentando cobrir esse país continental.

Você pode não ver, mas tem alguém cuidando do seu país 24 horas por dia e 7 dias por semana.


 
 
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