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  • Vivianne Geber

Missão: Antártica

Atualizado: 6 de Nov de 2018

Quem assistiu o filme Whiteout (Terror na Antártida), com a Kate Beckinsale, ou leu algum livro sobre a expedição do irlandês Shackleton a bordo do Endurance no continente antártico, pode ser que tenha alguma noção do que é viver em um dos lugares mais gelados, isolados e inóspitos do planeta.

Muitos pesquisadores e militares da Marinha, incluindo a Comandante Janaina Silvestre, têm mais do que noção.

Na época Capitão de Corveta, Janaina foi a primeira e única mulher a ocupar o cargo de Subchefe da Estação Antártica Comandante Ferraz, base administrada pela Marinha desde 1984, na ilha Rei George, pertencente ao Arquipélago Shetland do Sul.

O nome da base foi dado em homenagem a um Oficial da Marinha, hidrógrafo e oceanógrafo, grande incentivador do projeto do Programa Antártico Brasileiro, o PROANTAR.

Por SG Alexander e CB Lima - Marinha do Brasil (imagem da internet)

O Programa, gerenciado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, coordenado pela Marinha, visa desenvolver pesquisas científicas no continente, ampliando o conhecimento dos fenômenos naturais e sua repercussão sobre o território brasileiro.

O PROANTAR também é integrado pelo CNPq e pelo Ministério do Meio Ambiente e tem o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações como responsável pelas diretrizes da pesquisa brasileira.

A presença brasileira no continente antártico tem motivações não apenas ecológicas, mas de ordem geopolítica, econômica e até estratégicas, afinal, ele é uma das passagens do oceano Atlântico para o Pacífico, através do estreito de Drake. Esses fatores foram determinantes para que o País aderisse ao Tratado da Antártida em 1975.

Por SG Alexander e CB Lima - Marinha do Brasil (imagem da internet)

Em 2012, um incêndio destruiu cerca de 70% da base. Dois militares morreram.

Sem interromper as pesquisas científicas, a Marinha lançou um concurso público para escolher o projeto da nova Estação Comandante Ferraz, mais moderna, funcional e ainda mais preocupada com o meio ambiente antártico, investindo em energias renováveis e no uso racional dos recursos.

As obras de reconstrução só ocorrem entre os meses de novembro e março de cada ano, devido às condições climáticas extremas do inverno antártico, que chegam, em média, a 75 graus centígrados negativos. A previsão é que a nova estação esteja pronta em 2019. No verão, claro.

É a Marinha trabalhando pela pesquisa científica e preservação do meio ambiente.


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